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domingo, 8 de abril de 2012

Décima quinta Julieta

Querida Julieta, voltei de novo a um ponto critico da situação, estou perdida mais uma vez, sem saber o que fazer. Não consigo lidar com isto psicologicamente e todas as noites isso me atormenta. Não faz chorar, mas pior que isso sufoca-me, prende-me de tal forma a este amor inexistente. Sim porque na verdade ele não existe, o que cá restam são pedaços dele, são pequenas gotas de sangue que um dia quem sabe com um simples corte se vão também. O que restam são coisas mínimas que na cabeça são imensas, nunca pensei que a minha cabeça me causasse tantos problemas porque afinal de tudo era ela quem me salvava muitas vezes de mostrar o que sentia quando não devia fazê-lo. Era por ela que eu aclamava quando queria ser orgulhosa. E os olhos? - Esses denunciam-me sempre, e contudo são os que mais gosto. Dizem sempre o que sinto quando aquele rapaz lindo de olhos azuis me enfrenta com palavras acarinhadas de tudo menos de amor, tu sabes querida Julieta... aquelas palavras que nos iludem e por muitas vezes motivam a correr atrás de uma coisa que já não vale a pena ( ou nunca valeu ).
Tenho um amor na cabeça sem o ter no coração que coisa mais esquisita...que absurdo! Como não consigo libertar-me destes pensamentos? Ás vezes eu liberto-os de mim, quando me divirto, quando estou com outro alguém. Foi assim que descobri que isto já não era amor ou que ás tantas nunca foi! Era impossível amar alguém e conseguir estar com outras pessoas para além dele. Quando descobri organizei de certa forma os meus dias : a noite para sentir falta e o dia para recuperar, mas isso comigo só tem acontecido de vez em quando, porque quando estou só, sinto-me assim - sem lágrimas no rosto; uma vontade de escrever; um sufoco; uma dor; uma saudade; um aperto; Mas... querida Julieta se isto não é amor o que será? Um beijinho Lara Vidal

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