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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Décima quarta Julieta

Querida Julieta, calculei que assim que te começasse a escrever as lágrimas iam escorrer pelo rosto. Esta semana fui de férias não  para um sitio que não conhecesse, não um sitio que precisava, um sitio igual. Não consigo amá-lo. E para que foi tudo isto? Eu não consigo agarrá-lo da mesma forma, não consigo beijá-lo como dantes fazia. Eu não sei mais nada de nós. Eu não consigo sentir aquele longo arrepio na espinha, eu não consigo voltar ao que era. Não consigo gostar da pessoa para quem tenho escrito quase todos os dias, não consigo dizer que o amo e sentir mesmo. O que me aconteceu? Esperava tudo de mim menos isto, e sabes querida Julieta... estou muito triste e desiludida comigo própria pelo facto de me ter enganado durante este tempo todo. Julguei conhecer-me um pouco melhor... não sei!
Ele aparecia em todos os momentos e o meu coração mantinha-se com o mesmo batimento, não sufocava, não queria saltar para fora do peito como acontecia à uns tempos atrás. Os meus olhos desviavam-se automaticamente dele, e às vezes perguntava-me o que me estava a acontecer. Porquê não olhava eu da mesma maneira para o meu amor? Porquê não tinha eu uma vontade enorme de o abraçar?Porquê já não sentia eu aquele sentimento ofegante que me destruía. Porquê não gostei eu de partilhar outra vez a mesma cama que ele? Porquê não conseguiu ele encher-me de prazer como me fazia quando namorávamos?
Estou triste por não sentir amor por ele, porque ele era a pessoa certa para eu amar, contudo não sei para onde olhar, o que fazer, como reagir. As lágrimas custam a escorrer, é como se estivesse a fazer uma força maior para chorar. Será que eu esqueci o amor da minha vida? Será que eu vou ser feliz? Será que vou ficar bem de uma vez por todas? Bem, a primeira etapa já ultrapassei, agora é mais simples, é só tirar do pensamento quem do coração já saiu. Beijinho Lara vidal.

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